Sobre a mamãe

Ai Ai…. lá vamos nós!

Como é difícil descrever-se, não?!  Admito que preferiria se alguém fizesse essa página por mim mas, como não concordaria com o que fosse escrito, achei melhor arregaçar as mangas e partir para a ‘produção independente’…

Quem sou? O que sou?

 imag020

São boas perguntas… e as respostas para ambas são: ‘depende da hora!’

Meu maior objetivo na vida é ser SUPER.

Por isso, passo os meus dias buscando ser SUPER: SUPER legal, SUPER mãe, SUPER esposa, SUPER filha, SUPER profissional, SUPER amiga, SUPER irmã, SUPER organizada, SUPER simpática, SUPER desencanada….

Mas, quem já tentou ao menos uma vez ser SUPER deve saber que não é fácil ser… e por isso, mesmo após 29 anos eu ainda estou no ‘MEIO’: MEIO legal, MEIO mãe, MEIO esposa, MEIO filha, MEIO profissional, MEIO amiga, MEIO irmã, MEIO organizada, MEIO simpática, MEIO desencanada….

Essa é a minha maior batalha! E meu maior objetivo!

Na tentativa de ser SUPER alguma coisa, eu já:

- Fui estudiosa na escola (Juliana, A CDF)

- Batia nos meninos da minha rua porque brincavam de estilingue com as pombinhas (Juliana, A defensora dos animais)

- Eu já desejei ser: Professora, Caixa de Supermercado, Veterinária, Bióloga…

- Já trabalhei como: professora de catecismo (aos 12), vendedora de roupas infantis (aos 13), vendedora de artigos do Paraguay (também aos 13 –> foi quando fiquei obcecada pelo sucesso!), atendente de balcão (aos 14), professora de informática (aos 15, aos 15, aos 17), bolsista (aos 18), estagiária (aos 19), empresária (aos 20), analista de sistema (nem me lembro desde quando… nem lembro como cheguei aqui) e agora, supervisora de implementação (nome bonito, não?!).

- Tenho um milhão de amigos! É o meu hobby favorito: colecionar amigos!

Em cada um desses lugares que já passei, trouxe comigo pelo menos meia dúzia de amigos que estão sempre por perto… alguns muito por perto… outros, de longe mas, sempre ligados em mim.

Quanto a maternidade…. ahhh…. essa sim mudou a minha vida!

Eu era tranquila, vivia uma vidinha ambiciosa, cheia de sonhos … Casei novinha, aos 21, com o grande amor da minha vida.

Se eu tivesse esperado mais para casar…. estaria ainda com ele mas, com 13 anos de namoro! É uma história que nasceu pra não ter fim!

Depois de casados, veio a fase dos bichos de estimação… chegamos a ter uns 50! Cachorros, passarinhos, coelhos, peixes, gansos, galinhas…. tinhamos de tudo! O suficiente para preencher todo o espaço afetuoso das nossas vidas…

Até que um dia… PLIM…. PLUF… PLANC… levei um tranco…. e comecei a achar lindos todos os bebês, todas as grávidas… sabem o que foi isso?! Hoje eu sei o que é: A danada da ‘mãe natureza’ me chamando…

O instinto mais forte que uma pessoa pode sentir e que NÃO HÁ CONTROLE: o Instinto Materno!

Eu quero, que preciso de um filho! Natural, adotado, branco, preto, chinês… não importa: EU QUERO UM FILHO!

Bom foi que a mãe natureza não me deixou sozinha e flechou o Ricardo também!

Foi então que começou a primeira ‘História de um bebê’…. desde então, eu, que era feliz e tranquila, dormia até tarde e fazia o que quisesse me tornei MÂE!

Sabe… aquela mãe…. igual a minha… com xiliques, manias, culpa, cansada, esgotada…. Sim. Me tornei uma dessas! Mãe 2.0! versão com todos os opcionais!

Depois disso, TUDO mudou!

Eu que já era atrapalhada, fiquei mais!

Eu que já era cheia de coisas pra fazer, fiquei mais!

Eu que era encanada, fiquei neurótica!

Mas, por outro lado, também fiquei mais tolerante… passei a dar mais valor para: um sorriso… uma foto com  boas recordações… meus amigos… minha família…. meus pais… brinquedos espalhados no chão da sala…

Ser mãe é MUITO MUITO MUITO mais gostoso do que eu poderia imaginar!

Mas, dá MUITO MUITO MUITO mais trabalho do que eu poderia imaginar!

Comprei um livro há algumas semanas que dizia: Eu era uma ótima mãe, até ter filhos! Parece escrito por mim!

Agora, depois de quatro anos, muitas desistências, muita perceverança e um bom tanto de teimosia, estou realizando o sonho de ter 2 filhos! Afinal… quem cuida de um, cuida de dois, certo?!

E deve ser tudo a mesma coisa: já sei ficar grávida, já sei ter filho, já sei de maternidade, febre, consultas, amamentação, roupas, escolas… já sei de tudo!

É aí que começa a nova ‘História de um bebê!”…. quando essa criatura minúscula (que hoje tem 3,6cm!) me ensinou que eu não sei NADA!

Que nenhuma gravidez é igual a outra!

Essa é a minha história… até agora…. o final?!

Bom… não tem final! Só um eterno recomeço! Uma metamorfose ambulante!